sexta-feira, 27 de novembro de 2015

1 ano depois...


Um ano depois... O tempo passou mais rápido do que imaginei e agora estou aqui relembrando uma das decisões mais certas que já fiz na VIDA, dos desafios que enfrentei e toda a batalha para chegar nesse momento.

Vídeo antes de entrar no avião, rumo a Austrália (26/11/2014):

video

Fugir do comum/"normal" e fazer o que você acredita ser o certo para VOCÊ! Pode acreditar, muitas pessoas vão dizer que você está louco, que é arriscado, que você agiu por impulso, que não vai dar certo e que está perdendo a oportunidade de ascender na carreira... será mesmo? Será que não vale a pena? VALEU CADA SEGUNDO E CADA CENTAVO INVESTIDO! E o sonho virou realidade, a premissa virou fato, as dificuldades viraram experiência e eu amadureci como jamais imaginei que amadureceria...foi intenso, foi forte e com certeza modificou minha vida (está modificando e irá modificar).

Último dia em Sydney, Austrália - Harbour Bridge e Opera House
Um ano depois... O Filipe que iniciou sua jornada primeiramente para ganhar a fluência no inglês e se aperfeiçoar foi além e não é mais o mesmo de um ano atrás. Ele buscou seus valores, focou os objetivos (conforme relatado no primeiro artigo do blog: link) e mais do que nunca foi um autêntico ser humano vivenciando com povos diferentes, com culturas diferentes e aprendeu a lidar com o mais difícil: ele mesmo.


Não posso deixar de comentar que no dia da viagem eu estava cheio de esperanças mas mesmo assim com dúvidas (apesar de estar totalmente preparado e planejado), incertezas e uma explosão de sentimentos dos mais diversos que invadiram o meu peito impossibilitando uma reação propriamente dita (sentido e relatado 2 meses depois nesse artigo: link). Eu estava ali, eu tinha feito tudo aquilo e não estava buscando status, não estava fugindo do meu país, não estava tirando férias ou qualquer coisa do gênero, eu estava ali pois SIM, eu acreditava em mim, eu queria colocar a prova todos os meus valores e mostrar pra mim mesmo que eu era capaz, que eu estava preparado para TUDO.... não estava, mas aprendi (e continuo aprendendo), me renovei e não me enganei (o que é realmente importante).
Refletir sobre isso tudo é como se fosse falar sobre algum projeto de sucesso no qual eu fui o protagonista mas é importante dizer que nem tudo foram flores (comento mais sobre isso nesse artigo: link) e que nenhum protagonista constrói a história sozinho. As pessoas que passam por sua vida são de uma importância única não só no sentido de convivência e modelagem de sua personalidade como também em te dar forças e motivação para continuar em frente. A humildade e simplicidade prevaleceu e eu me orgulho da pessoa que eu sou, do viajante e conhecedor de culturas no qual me tornei.

Um ano passa extremamente rápido assim como os problemas passam, as dificuldades passam e os momentos bons também passam. Por este motivo precisamos aprender a selecionar nossas intensidades e esforços. É importante dizer que nada cairá do céu, não há vitória sem batalha e determinação.... eu acredito no destino em que construimos, na vida que desejamos para nós mesmos sem ficar se lamentando mas sim correndo atrás. Acredite em você e faça A diferença na sua vida também!

Com certeza os sonhos aumentaram consideravelmente e não existe mais a palavra "impossível" no meu vocabulário. Na verdade os sonhos apenas começaram a acontecer, pois nessa vida o poder de transformação está simplesmente em nossas mãos.


Ninguém é melhor do que ninguém nessa vida. NINGUÉM! Não importa seu cargo, sua idade, sua experiência de vida, seus amores, seus bens materiais, etc.... Mas com certeza eu dou mais valor para aquelas pessoas que possuem sonhos, que batalham por eles para serem não somente pessoas melhores mas também que possam ajudar as pessoas em sua volta a serem melhores pessoas.

Yes, I have. - Mural em Newtown (Sydney, Austrália)
Enfim 1 ano de metas alcançadas, de experiências revolucionadoras, de verdadeiras certezas e energias super positivas. A Austrália preencheu esse ano SENSACIONAL mostrando que a vida é assim cheia de mudanças nos capacitando para uma vida ainda mais evolutiva e com maiores sonhos realizados.

"Thank you Australia...see you soon!"

sábado, 17 de outubro de 2015

Tudo tem um fim... Que comece o novo projeto!

Eterno ciclo

Difícil escrever... difícil construir ideias sólidas suficientes para expressar tudo que estou sentindo nesse exato momento. Todo projeto possui um início e um fim, isso não muda mas as lições aprendidas de cada um são as mais diversas possíveis, capacitando assim projetos mais ambiciosos e por que não com mais sonhos envolvidos pois o ser humano descobre que nada é tão difícil que não possa ser realizado.

Comecei a escrever esse artigo dia 24/07 (3 dias antes do meu mochilão pela Ásia) pois não tenho mais muito tempo na Austrália... a sensação de dever cumprido aparece cada vez mais em meus pensamentos e segundo meus colegas de quarto inclusive nos meus sonhos.

O que é a vida afinal? O que são nossos planos? Quais certezas que podemos ter? Será que tudo isso vale a pena? VALE....vale muito, vale tanto que descrever em palavras se torna uma tarefa árdua e complicada de cumprir. Planos são só planejamentos que temos para o futuro porém precisamos ser resilientes o suficiente para lidar com os riscos e obstáculos no meio do caminho. Não ter vergonha de mudar, não ter vergonha de aceitar, enfim.... não ter vergonha de ser humano.
Continuo esse texto hoje dia 06/09 (3 dias depois do meu mochilão pela Ásia e 3 dias antes da minha volta para o Brasil) com alma, espírito e mente renovados. A jornada da vida fica cada vez mais clara e transparente quando há um interesse não só em viajar mas também em conhecer novas culturas e povos, interagir de forma humana e receber um sorriso de aprovação ou de aceitação por aqueles que não estão acostumados com sua presença é algo indescritível e eternamente gratificamente.

Meu período na Ásia me fez refletir sobre muitas coisas e lembrar da força que a meditação possui em minha vida. Foi um período agradecendo cada momento na Ásia e na Austrália também, pude encontrar diversas vezes com o Filipe sonhador que acredita SIM num futuro melhor para todos. A grande energia asiática e a certeza de estar na terra dos sorrisos evoluiu meu espírito e foi em um momento perfeito da minha vida onde ocorrerá uma transição grande.

A vida é um eterno aprendizado...a Austrália me ensinou muito, me capacitou ainda mais profissionalmente, pessoalmente, mundialmente e o mais importante: me fez sonhar mais. Nenhum sonho é impossível quando você possui metas, garra, vontade, determinação e acredita em VOCÊ em primeiro lugar.

Realizei diversos sonhos mas coloquei os novos em um nível maior, na verdade os meus sonhos foram alcançados como ser humano porém a vontade de fazer com que as pessoas alcancem os seus sonhos está cada vez mais forte em minha vida. Não adianta nada ter uma vida de sucesso se você não fez nada em benefício a outras pessoas (sem esperar nada em troca, pois quando você ajuda alguém em qualquer situação e assiste ao resultado, automaticamente você se sente feliz e com a sensação de ter alcançado aquele sonho também).


Continuo esse texto hoje dia 16/10 (um mês depois de eu ter escrito o último parágrafo). Eu me encontro no meu próprio quarto, com a minha própria cama, com o meu próprio armário e não há baratas na cozinha! Que evolução? Na verdade eu vejo tudo como uma ENORME experiência e estou dando valor o devido valor a coisas que no passado era apenas algo "comum"... Nada é comum, nem o simples ato de tomar água, me tornei alguém muito mais consciente e preocupado com tudo a minha volta, quero fazer o melhor mas não, não quero ser o melhor, quero sim ser feliz e transmitir felicidade independente do que aconteça.


Muitas pessoas tanto na Austrália como no Brasil ficaram muito surpresas com a minha volta, falaram que eu estava no melhor país e para o meu futuro seria o melhor. As pessoas muitas vezes esquecem que cada um possui o seu sonho, a sua meta, a sua história, as suas vontades e o seu destino. A minha alegria TAMBÉM está no Brasil e eu fico pensando se essas pessoas também possuem sonhos. Eu realizei um dos meus e estou em busca dos outros e você? O processo apenas começou...

Ainda estou digerindo toda essas informações e sentimentos. Confesso que não é fácil absorver tudo porém ao encontrar nesse curto espaço de tempo família e alguns bons amigos ("amigos vão e vem mas nunca se esqueça dos poucos e bons") tudo fica mais fácil.

Sim, o projeto Austrália como todo projeto chegou ao fim e eu só tenho que me orgulhar da MELHOR DECISÃO DA MINHA VIDA não só por tudo que aprendi e vivenciei como também por atingir um orçamento abaixo do planejado, não ter problemas de saúde, superar as expectativas e também por registrar as lições aprendidas para a VIDA.

Toda a noite eu ainda olho para a lua lembrando o quão distante eu estava e me emociono por saber como tudo isso mudou positivamente minha vida para sempre, me emociono por saber que eu posso SIM fazer a diferença...

O mundo virou minha casa e a cada finalização de um projeto há sempre 2 ou 3 se preparando para começar, quem sabe eu não escreva sobre eles também... Não dá pra ficar parado, não dá para não se mobilizar depois de uma explosão de sentimentos, ideias e motivações...


"Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é nada além de uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota."

Seja você mesmo também e faça acontecer.

"When life is hard, face it.
When life is pain, learn from it.
When life is easy, plan for it.
When life is pleasing, enjoy it."

sábado, 5 de setembro de 2015

9 meses de Austrália (Ásia)!


Mais um mês de Austrália (na verdade 38 dias de mochilão pela Ásia!) 9 Meses completos no dia 27/Agosto. Como diz aquela famosa música "Depois de 9 meses você vê o resultado" e não há como negar que o resultado apareceu. 

Esse mês a minha alma foi renovada e aprendi ainda mais sobre esse mundo em que vivemos. A Ásia tem uma energia indescritível e a temperatura elevada é algo constante em qualquer época do ano.

Nada melhor do que colocar alguns momentos desse mês aqui (o que eu lembrar pelo menos haha):
  • Realizar escalas em outros países para baratear o custo da passagem - Check
  • Comer comida nas barracas de rua - Anticorpos Check
  • Quase quebrar o joelho no quarto dia de viagem - infeliz Check
  • Andar de moto no trânsito mais caótico do mundo (Indonésia) - Check
  • Visitar Uluwatu Temple - Check
  • Visitar Padang Padang - Check
  • Visitar Sanur - Check
  • Visitar Ubud - Check
  • Visitar a Monkey Forest - Check
  • Ficar com MUITO medo dos macacos - Check
  • Pisar no rabo de um macaco e quase ser mordido por ele - Check azarado
  • Visitar Gili Islands - Check
  • Fazer snorkeling nesse paraíso passando pelas 3 ilhas (Gili T, Gili Menu e Gili Air) - Check
  • Nadar com 1 tartaruga - Check
  • Almoçar com uma das vistas mais bonitas da vida em Gili Air! - Check
  • Pegar o menor e mais ráido barco para Bali (se você quer aventura ou algo que te lembre o hopi hari + wet'n'wild juntos aproveite!) - Tontura Check
  • Ouvir a cada 20 metros alguém oferecendo todos os tipos de drogas - Check
  • ...e também "massagem" - Check
  • Ir na balada free, open bar e open food (só para estrangeiros) - Check
  • Ser ameaçado por um vendedor pois eu não comprei o produto depois de ter apertado a mão dele - Check
  • BINTANG - Check
  • Descobrir que em 1 dia é possível conhecer Cingapura inteira - Check
  • Visitar o Sri Mariamman Temple - Check
  • Visitar o Marina Bay Sands - Check
  • Visitar o Gardens by the bay - Check
  • Comer o melhor e o mais barato Pad Thai em Phuket em um lugar super simples preparado por uma senhora que mal falava inglês - Sensacional Check
  • Visitar Patong Beach - Check
  • Visitar a Bangla Road - Check
  • Hospedar em um hostel perto de tudo em Koh Phi Phi - Sortudo Check
  • Fazer snorkeling pela ilha - Check
  • Fazer snorkeling em Maya Beach (A Praia) - Check
  • Filmar o nosso barco quase virando com as ondas - "Onda Onda olha a onda" Check
  • Nativos a noite fazendo MILHARES de malabares com fogo na praia - Check
  • Passar por debaixo da corda de fogo - Check
  • Pular corda de fogo - Check
  • Brincar de dança das cadeiras com MUITA gente - Check
  • CHANG - Check
  • Perder minha bandeira do Brasil - infeliz Check
  • Perder meu celular - PIOR coisa que aconteceu Check
  • VIsitar o View Point de Koh Phi Phi - Check
  • Pegar um barco até Koh Tao, passando por Koh Samui e Koh Phangan - Check
  • Pegar um "táxi" viajando na caçamba - Check
  • Fazer snorkeling em volta da ilha inteira - Check
  • Nadar com 2 tartarugas gigantescas - Check
  • Visitar o melhor lugar da Tailândia: Koh Nang Yuang - Check
  • Ir no Pub Crawl de Koh Thao (conhecido como ser o melhor da Ásia) - Check
  • Comprar a passagem de barco e perder o táxi até o pier - Desespero Check
  • Chegar no pier correndo com um taxista maluco e o barco atrasar 1 hora! haha - Check
  • Pegar o trem em Chumpon em direção a Bangkok (10 horas de viagem) - Check
  • Tomar entre 4 a 5 duchas por dia por conta do calor - Check
  • Visitar Grand Palace - Check
  • Visitar Wat Pho - Check
  • Visitar vários templos na região e notar a enorme quantidade de chineses - Check
  • Visitar a Khao San Road - Check
  • Comer um escorpião frito - Why not Check
  • Comer sorvete dentro do coco - Check
  • Pegar um ônibus super barato para Chiang Mai - Check
  • Ficar em um hostel no qual eu me senti em casa sendo bem tratado, dormindo bem e ainda ganhando comida! - Check mimado
  • Doar minha camisa do Brasil para o Hostel - Check
  • Visitar TODOS os templos da cidade antiga - Check
  • Meditar por pelo menos 30 minutos em cada um deles - Check
  • Visitar Chedi Lueng Temple - Check
  • Meditar por 1 hora com os monges - Sensacional Check
  • Conversar com 2 monges por 2 horas sobre basicamente TUDO (melhor coaching da VIDA) - SENSACIONAL Check
  • Acender incensos para minha família e amigos - Check
  • Sentir a verdadeira Tailandia em Chiang Mai - Check
  • Fazer o tour com os Elefantes - Uma das melhores experiências de vida Check
  • Voltar pra Bangkok e pegar o avião de lá para Kuala Lumpur na Malasia - Check
  • Depois de mais de 9 meses morando fora do Brasil, ficar em um quarto só para mim com um banheiro só para mim - King Check
  • Visitar a Chinatown - Check
  • Conhecer uma galera do Couchsurfing - Check
  • Ir em uma festa open bar e open food em uma das melhores coberturas de Kuala Lumpur - Sortudo Check
  • Visitar as Petronas Twin Towers - Check
  • Visitar a KL Tower - Check
  • Visitar a Batu Caves Temple - Check
  • Comer com a mão seguindo a tradição - Check
  • Sentir saudades de muitas coisas no Brasil e dar o devido valor para a pátria amada - Check
  • Sentir saudades de uma GALERA do Brasil - Sempre Check
Esse mochilão possui MUITA mas MUITA história pra contar. Nesse "Check" eu não escrevi nem 50% de tudo que aconteceu! Hahaha. Se quiserem saber mais detalhes terão que me encontrar pessoalmente.



A Ásia é um lugar EXTREMAMENTE sagrado. Tive a oportunidade de conhecer MUITAS pessoas nativas e aprender um pouco mais sobre a cultura, a religião, o modo de viver e, sem dúvida nenhuma, me acrescentou ainda mais como ser humano. É importante romper barreiras e se tornar cada vez mais humano pois em todo lugar existem pessoas, sentimentos, vontades e emoções... somos todos habitantes do mesmo planeta e viajar para o desconhecido ou simplesmente sair de nossa zona de conforto nos torna pessoas mais conscientes, entendendo mais o sentido de nossas vidas e com experiências que podem deixar o nosso mundo um pouco mais saudável e tranquilo de se viver não só para nós como para todos.


"Cya Mates!"

domingo, 26 de julho de 2015

8 meses de Austrália!


Mais um mês de Austrália! 8 Meses AMANHÃ (27/Julho). Como informado anteriormente no artigo "Perdendo o voo para o BraZil..." (link) eu estou voltando logo menos para o meu querido Brasil (com "S" dessa vez).

A grande jornada que foi chegar até aqui e passar por tudo que eu passei ainda não acabou (e está longe de acabar! hehe), por essa razão escolhi colocar o número 8 deitado representando o infinito. São 8 meses de Austrália mas cada momento aqui é incontável, indescritível e ficará marcado na minha vida (e nas próximas se assim existirem), ou seja, 8 meses é muito pouco para o que a Austrália realmente me proporcionou (e o que ela proporcionará as pessoas que estão a minha volta).

Nada melhor do que colocar os melhores (e piores) momentos desse mês aqui (o que eu lembrar pelo menos haha):
  • Comprar as passagens de ida e volta pra Ásia - Mochileiro Check
  • Assistir um jogo de AFL no estádio (to viciado) - Check
  • Encontrar grandes amigos do Brasil que estavam passando por Sydney - Check
  • Dar ainda mais valor para minha vida após um fato - Check
  • Doar algumas roupas (eu trouxe muito mais do que eu preciso pra vida!) - Check
  • Ver o Opera House de todos os pontos possíveis - Check
  • Cantar no palco de 2 baladas - Check
  • Fazer uma festa de despedida (pois não iriam restar muitos amigos quando eu realmente estiver voltando) junto com mais dois brasileiros - Check
  • Descobrir lugares não tão famosos em Sydney - Vale a pena Check
  • Viajar para New Castle - Check
  • Viajar para Cairns - Check
  • Visitar Kuranda em Cairns (Patrimônio mundial)  - Check
  • Mergulhar na maior Barreira de Corais do mundo (Great Barrier Reef) - Inacreditável Check
  • Me hospedar em um hostel em Cairns muito bom mas péssimo para dormir - Check confuso hahaha
  • Entender que Sydney virou mais um lugar que eu posso chamar de casa - Check
  • Arrumar a mala pro mochilão em 7 minutos - Check
  • Convencer o dono do apartamento a deixar uma mala minha aqui dentro - Check parceiro
  • Ficar extremamente ansioso para minha volta ao Brasil e começar a planejar tudo que devo fazer por lá nos próximos meses (preparem-se) - Check
  • Sentir saudades de uma GALERA do Brasil - Sempre Check
Escrevi esse check um dia antes de completar o oitavo mês pois amanhã estou embarcando para a Ásia! A vida é assim, de repente tudo pode mudar, tudo pode evoluir e às vezes precisamos de mudanças na vida para vivermos mais e melhor! FUJA da zona de conforto e descubra como a rotina é algo que deve ser evitada. Encontre novos caminhos, novas culturas, novas paisagens, novas pessoas e a cada novo desafio encarado a sua vida ficará mais completa e se acabarem os desafios você com certeza poderá correr atrás de um (se não tiver ninguém para compartilhar as suas aventuras vá sozinho! A experiência compensa e muitas vezes acaba facilitando o entendimento de você com você mesmo!).

Bem provável que eu escreva o próximo artigo apenas quando eu voltar de lá pois irei sem notebook e pretendo aproveitar 110% da Ásia. Até breve ;)


"Cya Mates!"

sexta-feira, 24 de julho de 2015

AFL


AFL (Australian Football League) é um esporte um tanto quanto diferente no qual mistura algumas modalidades em um só jogo. Não é a toa que esse jogo inovador foi criado aqui na Austrália mas não se engane, é um esporte BEM popular com MUITA rivalidade.

A Austrália possui alguns esportes diferentes (AFL, Netball, Cricket) ou que possuem algumas regras diferentes (NRL) o que torna o país ainda mais diferente! As pessoas aqui são fanáticas por esporte e você sempre verá alguém pela rua praticando corrida ou se exercitando ao ar livre.


Netball, Cricket e NRL
Desde que cheguei na Austrália procurei algum esporte para acompanhar, conhecia a fama do Cricket mas confesso que só acompanhei a etapa mundial que aconteceu aqui mesmo na Austrália porém é um jogo com muitas pausas e sem muito dinamismo (similar ao "Taco" também conhecido como Bete, Betia, Tacobol, Bete-ombro, ou Bets que jogávamos na rua).

Australian football, football, footy ou Aussie rules é um esporte jogado entre duas equipes de 18 jogadores no campo de qualquer futebol australiano, um campo de cricket modificado ou um local esportivo de tamanho adequado.

A principal forma de marcar pontos é chutando a bola entre os dois postes altos centrais.

Footy é um esporte de contato no qual os jogadores podem atacar usando as mãos ou o corpo para obstruir os adversários.

AFL possui o maior número de espectadores de todos os esportes na Austrália e também é jogado em nível amador em outros países.

Irei comentar sobre as regras principais do jogo e em seguida comentarei sobre minha experiência no estádio assistindo ao jogo.


As regras do jogo

O campo

Tanto a bola quanto o campo de jogo são de forma oval. Não mais do que 18 jogadores em cada equipe estão autorizados a entrar em campo a qualquer momento.

Campo oficial
Assim como no futebol existem 3 substituições permitidas a qualquer momento do jogo e os jogadores precisam respeitar o "gate" para concluir sem penalidades a troca.

Bola com a marca oficial da AFL
Não existem regras de impedimento assim como não existe a necessidade de definir posições. Ao contrário de muitas outras formas de rugby, os jogadores de ambas as equipes podem se dispersar por todo o campo antes do início do jogo. No entanto, uma estrutura típica em campo é constituída por 6 atacantes, 6 defensores ou "backmen" e 6 meio-campistas, geralmente dois alas, um central e 3 seguidores, incluindo um ruckman, ruck-rover e rover. Apenas 4 jogadores de cada equipe são permitidos dentro da área central (50 metros) no começo de cada período ou após um gol ser marcado.


O jogo

Um jogo possui 4 tempos de 20 minutos e o relógio pode ser paralisado em casos de pontuação, bola fora de jogo ou a critério do árbitro (umpire). 

O jogo inicia quando o árbitro quica a bola no chão com força (ou joga no ar se a condição do solo não favorecer o movimento) e os dois ruckmen (normalmente os jogadores mais altos de cada time) batalham a bola no ar.

Árbitro quicando a bola
Muitas vezes é possível ver o famoso "bola ao alto" quando há algum ponto de discórdia, eles não ficam discutindo e o jogo flui naturalmente.

Bola ao alto
Se a bola sai de campo (além da linha de fronteira oval em torno do campo) um árbitro de linha ficará de costas para o campo interno e devolver a bola em jogo com um lançamento de linha lateral.

Lateral sempre cobrado por um juíz
A bola pode ser lançada em qualquer direção por meio de chute ou punho cerrado (chamado de handball ou handpass) mas ela não pode ser lançada com as mãos (como no futebol americano) em qualquer circunstância. 

Chute e tentavia de interceptação
Uma vez que um jogador tem a posse da bola ele deve passar a mesma por qualquer chute ou handballing. Qualquer outro método de lançamento é ilegal e irá resultar em um tiro livre para a equipe adversária. Um jogador pode correr com a bola mas ela precisa tocar o chão pelo menos uma vez a cada 15 metros. 

Jogadores de oposição podem esbarrar ou tacklear o jogador que está com a bola e, quando abordados, o jogador deve descartar a bola ou poderá ser penalizado por segurar a bola. O jogador que está com a bola só pode ser combatido na região entre os ombros e joelhos. 

Se um jogador recebe o lançamento de mais de 15 metros (16 yd) de um chute de outro jogador afirma-se como uma marca (o que significa que o jogo pára enquanto ele se prepara para lançar a partir do ponto em que ele marcou). Como alternativa ele pode optar por correr ou até mesmo chutar a bola novamente sem o risco de ser obstruído.

"Marca espetacular" - eles chamam assim quando o jogador de ataque recebe a bola em cima do adversário
Fora os tiros livres, marcas ou quando a bola está na posse de um árbitro, a bola está sempre em disputa e qualquer jogador de qualquer time pode tomar a posse de bola.


Pontuando

O gol, no valor de 6 pontos, é marcado quando a bola é chutada dentro dos postes centrais em qualquer altura (incluindo acima da altura dos postes) por meio de um chute da equipe atacante. Se a bola for tocada por qualquer jogador antes de passar os postes não será marcado os 6 pontos.

Postes onde são marcados os gols
O behind, vale 1 ponto, é marcado quando a bola passa entre um poste central e um poste menor que fica ao lado ou se a bola bater em um dos dois postes centrais. Um behind também é concedido à equipe atacante se a bola toca qualquer parte de um jogador de oposição, incluindo o pé, antes de passar entre os postes centrais.

Como um exemplo de um relatório de pontuação, considere um jogo entre Collingwood e St Kilda. A pontuação de Collingwood de 16 gols e 12 behinds equivale a 108 pontos. A pontuação de St Kilda de 7 gols e 10 behinds equivale a um score de 52 pontos. Collingwood ganha o jogo por uma margem de 56 pontos. Tal resultado seria escrito como:

"Collingwood 16,12 (108) derrotou St Kilda 7,10 (52)."

Além disso, pode-se dizer que:

"Collingwood  foi derrotado por St Kilda por cinquenta e seis pontos".
A equipe da casa normalmente é listada em primeiro lugar.


Minha experiência

Eu comecei a assistir e acompanhar os jogos depois que conheci o meu professor do Cambridge que é fascinado por AFL. Antes mesmo de assistir o primeiro jogo conversei com ele sobre esse esporte e me interessei principalmente pelo dinamismo do jogo.

Influenciado por esse irlandês maluco e também por morar aqui em Sydney eu acabei apoiando desde o início o Sydney Swans e comecei a adquirir certo grau de conhecimento pelo esporte.


No começo foi um tanto quanto difícil entender e eu ficava contente em entender pelo menos as marcas e os gols hahaha. Enfim, o gosto virou vício e eu não poderia sair da Austrália sem assistir a um jogo oficial do meu time!


Assistindo um jogo ao vivo

O time vinha de 2 derrotas bobas porém eu estava confiante que eu iria trazer sorte para a próxima partida.

Facilmente eu comprei o meu ingresso pela internet e recebi por mensagem de texto o link que dava acesso a uma página na internet onde estava o meu ingresso com um QR-code (código de barras 2D) para garantir a minha entrada no estádio, ou seja, não houve desperdício com papel.

Eu procurei saber onde que os swannies (torcedores do Sydney Swans) se concentravam para vivenciar ainda mais o verdadeiro futebol australiano mas pra minha surpresa não há essa cultura por aqui e o que me restou foi ir direto ao estádio (perto de casa, fui a pé).

Já estava aguardando uma forte torcida, ambulantes com várias camisas para venda e um barulho de aquecimento para o estádio. Não, nada disso aconteceu... parecia um evento para assistir música clássica, todos muito educados, falando baixo e eu não encontrei nenhum ambulante vendendo camisetas o que eu vi foram tendas do time fora e logo na entrada do estádio vendendo itens originais.

Após entender o ambiente resolvi entrar no estádio. Usei o QR-code no meu celular em uma máquina que leu a informação e abriu uma frágil catraca. Em seguida fiquei parado esperando alguém me revistar e só me dei conta que não existe revista por aqui quando vi várias pessoas entrando e me olhando querendo entender a razão de eu estar ali parado hahaha.

Logo na entrada recebi uma placa com os dizeres "SYDNEY SWANS GOAL!", segui a multidão que entrava e vi um estádio bem cuidado e super confortável. Como eu tinha comprado o ingresso mais em conta eu não tinha um assento reservado e sim uma área grande no qual eu poderia escolher aonde sentar.

Parte do estádio reservado para torcida em geral, ou seja, "povão"
Depois de me acostumar com o local visualizei um bom lugar para sentar, quase atrás do gol (lembrando que todos os assentos eram cadeiras confortáveis) e sem perceber eu estava perto da "torcida organizada" de Sydney.

Todos sentados e muitas telas para acompanhar o jogo
Não existe lugar melhor para encontrar australianos de verdade! Todos estavam ali do meu lado usando e abusando de suas gírias e movimentos. Estava na cara que eu era estrangeiro mas pelo menos eu conhecia bem o jogo e estava ali para apoiar o time também!

Sentado atrás do gol
O jogo começou e eu nunca vi tanto silêncio em um estádio, até mesmo quando o um senhor, que era líder da "torcida organizada", puxava o coro eu reparava o silêncio que fazia quando ele sentava novamente, pois é, TODO mundo assistindo sentado.

Para quem nunca viu um jogo (ao vivo ou em qualquer mída) a torcida aplaude a cada marca realizada com sucesso. O sinal de respeito com o jogo e os jogadores era imenso tanto é que a grade que separava o campo da torcida era minúscula.

O único momento de grande euforia era quando Sydney marcava um gol e eu conseguia ver que existiam sim várias bandeiras e torcedores fanáticos.

Gol! As bandeiras apareceram
Enquanto o jogo acontecia algumas pessoas estavam torcendo para o time adversário no meio da torcida de Sydney e eu questionava como isso era possível? Como não acontecia nenhuma briga por ali? Como os torcedores de Sydney permitiam torcedores de Adelaide torcendo contra e sendo totalmente inconvenientes? Essa é uma cultura BEM diferente da brasileira onde o respeito entre as pessoas no estádio é fundamental.

Após o fim do segundo período a maioria das pessoas levantam e eu aproveitei para conhecer mais o estádio.

Andando pelo estádio (na parte que eu era permitido, claro) vi MUITAS opções para comer e beber, a cada nova sessão encontrada apareciam mais opções de comida além do restaurante que também estava aberto.

Acontecia nesse momento um show do intervalo no campo com repórteres entrevistando torcedores, jogos com torcedores no campo mas só o sorteio de 1.000 dólares que me chamou a atenção e eu parei de explorar o estádio para tentar ganhar levantando minha placa de "SYDNEY SWANS GOAL!" o mais alto que eu podia para ser filmado e consequentemente ganhar o prêmio. Não, infelizmente não ganhei.... e olha que eu estava bem perto do sortudo que ganhou.

Cara de maluco tentando dar entrevista para a televisão
A partir do terceiro período eu notei que MUITAS pessoas estavam conversando e não estavam se importando muito com o jogo, notei que era algo bem cultural e mesmo assim continuavam com o tom de voz bem baixo para não atrapalhar os demais. Eu ria demais quando o senhor da "torcida organizada" levantando para animar a torcida! Eu torcia junto, gritava junto e dessa vez eu estava literalmente com eles em outro assento atrás do gol.

Com relação ao jogo não há nada de diferente do que comentei no começo desse artigo a não ser que existem algumas pessoas que ficam nos cantos do campo e entram a qualquer hora para fornecer água e apoio médico (fisioterapeutas checando condição física dos atletas) aos jogadores (estão disponíveis para os atletas dos dois times) pois o jogo é extremamente dinâmico com pouquíssimas paradas.

Para minha alegria o Sydney Swans ganhou a partida e retomou a linha de vitórias. No final da partida começou a tocar o hino do clube e eu cantei junto com a torcida me sentindo um verdadeiro fã desse esporte.

Todos os torcedores saíram juntos do estádio e não houve desordem, empurrões, xingamentos e nem mesmo gritos de vitória pós jogo (confesso que senti MUITA falta da alegria da vitória). A vida para eles continuaria e não precisavam extender a vitória para as ruas.

Se você quer se sentir em um ambiente 100% australiano e conhecer ainda mais sobre a cultura eu recomendo fortemente assistir um jogo de AFL assim como apoiar o time de Sydney!

A seguir o vídeo que gravei de um dos gols com a torcida organizada em seguida animando a galera! Hahahahaha

video



"Cheer, cheer the red and the white..."

quarta-feira, 22 de julho de 2015

The Great Barrier Reef


Essa é uma das aventuras que você vai contar e lembrar pelo resto da sua vida. É algo surreal que vai invadir a sua mente todos os dias e vai te fazer feliz por ter vivenciado aquela experiência. Eu SUPER recomendo não só para ver como a natureza é surpreendente e sensacional mas também marcar sua vida para sempre.

Um pouco sobre a Grande Barreira de Corais

A Grande Barreira de Corais é uma imensa faixa de corais composta por cerca de 2900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral, situada entre as praias do nordeste da Austrália. Ela possui 3.000 km de comprimento com largura variando de 30km a 740km, ou seja, é GIGANTESCA!

Mapa mostrando a dimensão da Great Barrier Reef
A Grande Barreira de Corais é a maior estrutura do mundo feita unicamente por organismos vivos e que pode ser vista do ESPAÇO! Ela suporta uma grande biodiversidade e foi eleita um dos patrimônios mundiais da humanidade em 1981. Ela também foi considerada uma das maravilhas do mundo e símbolo do estado de Queensland. Sim, ela é maior que a muralha da China.

Great Barrier Reef vista do espaço
O ambiente marinho na Grande Barreira de Corais é diversificado muitos animais tais como 30 espécies de mamíferos, incluíndo baleias e golfinhos. São mais de 1.500 tipos de peixes, mais de 400 espécies de corais, 250 tipos de camarões, 5.000 tipos de moluscos e 200 espécies de pássaros.

Existem MUITO mais informações sobre esse fenômeno que é a Grande Barreira de Corais mas vamos seguir em frente com a minha experiência nessa maravilha!

Planejando a experiência

Desde que cheguei na Austrália venho pesquisando sobre o motivo desse país ser diferente dos outros e o que o torna tão especial. Não pude deixar de notar diversas atividades bem comuns por aqui mas sabia que não seria o suficiente para mim, eu queria a verdadeira Austrália, aquela reconhecida pela natureza, que represente não só o país mas que pudesse garantir uma experiência engrandecedora para mim.

Não demorei muito para ter certeza que eu precisava mergulhar na Great Barrier Reef e viver intensamente esse momento. 

Corais próximo de Cairns
Obs: Eu gostaria muito de visitar o Uluru no deserto da Austrália também (quem sabe em outra oportunidade) mas na dúvida entre os dois eu fiquei com algo mais relacionado comigo: mar e esporte.

O dia anterior

Não pense que o dia anterior ao mergulho é insignificante pois isso não é verdade! Na realidade faz toda a diferença garantindo assim maior segurança e saúde. Eu nesse ponto acabei me complicando por alguns motivos:
  1. Comi muito pouco no jantar;
  2. Tomei café com leite a noite;
  3. Fui tentar dormir cedo mas exatamente nessa noite era uma das maiores festas do hostel e o meu quarto era "bem localizado" ou seja, dormi o total de 3 horas.
Eu estava preparado para o dia seguinte só não contava com a super festa no hostel e acreditava que estava mais do que preparado para encarar uma natação no período da manhã.

The Great Barrier Reef Day


Eu estava dividindo o meu quarto no hostel com mais 5 pessoas quando o meu despertador tocou e eu levantei super animado. Ao arrumar minha pequena mala com acessórios indispensáveis (protetor solar, boné, câmera pra filmar debaixo d'agua) o despertador do celular tocou novamente (mania de colocar vários alarmes seguidos para não perder o horário) e eu vi que ninguém tinha acordado com o barulho pois o clima de festa ainda estava no ar.

Após comer 3 croissant com bastante café com leite eu saí do hostel agasalhado pois o vento nessa época em Cairns é um pouco forte, principalmente no período da manhã. O hostel era bem localizado e perto da marina onde sairia o meu barco.

Eu cheguei com tempo de sobra (fazendo jus a minha extrema pontualidade japonesa) sendo o primeiro passageiro do passeio.

Barco utilizado
A tripulação estava arrumando os últimos preparativos para finalmente poder embarcar a todos e nesse meio tempo me ofereceram uma grande xícara de café com leite que eu aceitei com a finalidade de acabar com o meu sono.

Os passageiros começaram a chegar e se aglomerar em frente ao barco e quando o líder da tripulação começou a anotar os nomes eu acabei ficando por último, porém isso não me abalou pois eu estava contemplando um dos céus mais bonitos que já vi na minha vida.

Céu de presente...

Embarcando

Para entrar no barco era necessário ficar sem nenhum calçado e em seguida você era conduzido para um circuito de checagem e coleta de equipamentos:
  1. Pé de pato;
  2. Máscara e snorkel;
  3. Wetsuit (aquela roupa de borracha para mergulhar e manter o calor do corpo).
Após a "checagem" entreguei o papel confirmando minha reserva e paguei a diferença do valor. Em Cairns existem milhares de empresas que realizam trips para a Great Barrier Reef mas vale a pena conferir depoimentos e principalmente promoções que sempre aparecem (que foi o meu caso!).
Dica: Se você reservar 1 mês antes é mais fácil encontrar promoções e ficar interado do que realmente vai acontecer.

Após o pagamento eu recebi um formulário para preencher dizendo basicamente que estou em forma e com a saúde em dia, ou seja, aquela burocracia para que eles não sejam processados se acontecer algo sério com você. O engraçado é que eu era o único passageiro que estava viajando sozinho e para finalizar esse documento era necessário que alguém assinasse dizendo que estava ciente de tudo que eu tinha escrito (melhor hora para fazer novas amizades!)

Todos embarcados, show de stand up da tripulação começando e o nosso barco saindo para a Great Barrier Reef!

Snorkeling na Great Barrier Reef

Epopéia para chegar na Barreira de Corais

Eu imaginava que todos que estavam ali presentes iriam realizar o mesmo passeio mas eu estava enganado. Algumas pessoas iriam descer na Fitzroy Island (realizar snorkel, canoagem e trilha por lá mesmo) e outros iriam ficar 3 dias em uma das ilhas.

Começando pelo começo, quando eles falarem sobre os sacos ou envelopes utilizados quando você está passando mal não recuse pois você não sabe como o seu corpo irá reagir com o balanço do barco e eu posso dizer que eu NUNCA vi um barco balançando tanto na vida! hahaha.

No começo da viagem (até a Fitzroy Island) o barco balançou bastante mas nada que fosse um absurdo. Muitas pessoas foram para a parte traseira do barco utilizar seus "envelopes", passaram mal de verdade.

Retomando o caminho para a barreira de corais eu comecei a lembrar de todo o leite que eu havia consumido e me preocupei por um instante. Aí então nosso barco entrou em uma zona de TERREMOTO, era possível ver a água explodindo a metros de altura e um dos tripulantes ligou o microfone e disse: "Pessoal, vamos passar por uma parte um tanto quanto complicada por aqui..." e caiu no chão antes mesmo de terminar de falar. Se uma pessoa que trabalha ali no barco, vive isso diariamente diz que a situação nesse ponto é complicada e cai no chão o que você faria? Meu corpo falou, aliás meu estômago.

Me juntei a turma do fundão e passei mal pela primeira vez.

Foi coisa rápida mas mesmo assim garanti uma segunda sacola, vai que acontece novamente...

Voltei para a parte interna do barco muito zonzo e sem condições de falar pois estava além de cansado, com sono.

O nosso barco chegou em um ponto onde se conectou com outro barco maior (uma espécie de hub) para desembarcar outras pessoas. Em seguida andamos um pouco mais e chegamos no primeiro local de mergulho.

Primeiro mergulho

A paisagem era sensacional só de olhar, não precisava nem entrar na água: Águas claras com tons diferentes, era possível (de dentro do barco) reconhecer os corais e a vida marinha que ali estava. O sol nesse momento apareceu para dar ainda mais cor aos corais e energia aos passageiros mais cansados, no caso eu!

Sol iluminando e dando cores vivas aos corais
Ao cair na água com minha câmera notei que a mesma não estava ligando, não me importei e continuei. Subi novamente no barco, tirei a bateria, coloquei novamente e nada...em um dia normal eu ficaria EXTREMAMENTE nervoso com a situação pois havia checado a mesma no dia anterior, porém, estava tranquilo e apenas aproveitei a oportunidade de estar ali naquela imensidão aquática.

Se você for fazer snorkeling e estiver cansado, não sabe se vai aguentar ou qualquer outra dúvida com relação a sua integridade física não hesite em pegar o colete salva-vidas. A maioria dos corais são bem altos e você consegue observar sem fazer nenhum esforço.

Um dos tripulantes fica no topo do barco observando e vigiando todos que estão fazendo snorkeling controlando a distância e alertando um dos guias que está na água sobre qualquer emergência.

Selfie com o "controlador"
Se você for fazer scuba diving terá um instrutor junto com você em um grupo (mergulho introdutório). No começo da viagem são passadas diversas informações porém na água é diferente não é mesmo? Mas o segredo é manter a calma e respirar o tempo todo pela boca.

Os sinais tanto para quem está realizando o snorkeling ou pra quem está scuba diving são bem simples, fáceis de lembrar e entender então não se desespere e aproveite!

Preparação séria e concentrada
Nunca vi uma coisa igual a essas. O coração pulava mais do que o normal, senti minha respiração ofegante e a adrenalina ainda mais presente... impossível não se surpreender com toda a paisagem.

Eu cansei mas fui inteligente o bastante para voltar e não precisei ser resgatado.

Almoço

Após sair da água tirei meu wetsuit e me preparei para o almoço servido na parte interna do barco. Não imaginava que o almoço seria tão bem servido, só faltou o arroz!

Nesse momento como eu estava com uma camiseta de corrida escrito "Eu Atleta" em verde amarelo acabei conhecendo dois brasileiros (pai e filho). Fiquei um bom tempo conversando com o senhor de 65 anos que não falava nenhuma palavra em inglês mas tinha mais energia que todos ali naquele barco. Lembrei bastante do meu pai pois ele não parava de falar que eu tinha que aproveitar a vida ao máximo e viajar enquanto ainda sou jovem.... Ouvi todos os conselhos com muita atenção do bancário aposentado torcedor do Figueirense até o momento que reparei que precisava comer mais, repeti o prato.

Não demorou muito para chegarmos no segundo local para mergulho e nesse meio tempo fui conversando com uma pessoa da Romênia.

Fato curioso: Tanto o brasileiro filho do senhor que conversei bastante como o romeno moram na Austrália há 7 anos porém quando perguntaram de onde eles vieram somente o romeno disse sem hesitar que nasceu e veio de outro país enquanto que o brasileiro sempre dizia que era de Sydney e demorava um tempo para a pessoa descobrir que ele tinha vindo do Brasil. Não entendi até agora a razão de omitir essa informação.

Segundo mergulho

Corais, peixes e a tartaruga que é um sinal de boa sorte por aqui
Dessa vez estava mais acordado e já sabia o que estava por vir. Não queria arriscar e decidi usar o colete salva-vidas para realizar o snorkeling e foi de longe a melhor opção pois eu fui o primeiro a entrar na água e o último a sair (contra minha vontade haha). Pois é, com o colete você não cansa nem um pouco e fiz toda a exploração juntamente com o romeno e a esposa dele.

Como eu estava sem máquina para tirar fotos e filmar dentro d'água eu pedi para eles realizarem essa tarefa com a câmera deles. Eles não só tiraram como também compartilharam o momento juntamente comigo (espero que eles me mandem as fotos para eu atualizar o quanto antes esse artigo).

Dessa vez nadamos com uma tartaruga e peixes enormes. Em um momento eu tirei o colete para mergulhar e alcançar um cardume que se escondia em corais mais profundos... sensacional é pouco para o que passei por ali!

Muitos corais são assim, bem próximos da superfície
No final da sessão todos estavam super realizados, era possível notar na expressão de cada pessoa a felicidade plena (até mesmo nas pessoas que continuavam passando mal) e até aconteceu uma competição de quem tinha visto mais tipos de peixes diferentes (infelizmente não apareceu nenhum tubarão ou baleia para a disputa ficar mais emocionante) e estávamos prontos para voltar.

Epopéia para voltar para terra firme

O dia estava sendo sensacional e os momentos que passei ali ao lado da natureza foram únicos! Os sonhos ficaram maiores e novas metas surgiram depois de tamanha experiência. Agora era só relaxar e curtir a volta.

Quando comecei a relaxar lembrei que passaríamos pelo mesmo local do TERREMOTO, mas fiquei imaginando se seria da mesma forma ou mais devagar tendo em vista que já tínhamos cumprido todos os horários do dia....me enganei.

Dessa vez ninguém nos avisou que estávamos passando pela parte "complicada", mas não precisava, todos ali já estavam sabendo disso, até mesmo o casal de idosos que estavam tocando e cantando alegremente como se nada estivesse acontecendo haha. Eu pensaei em filmar a situação para postar aqui mas era aquilo: ou eu me concentrava ou não fazia mais nada.

Dentro do barco, ao lado da janela
Estava sentado bem do lado da janela tentando controlar meu corpo (impossível ficar estável) e senti mais uma vez o efeito do leite no meu organismo. Não achei que iria passar mal... mas passei.

Levantei correndo e atravessei pulando as pessoas que estavam do meu lado e corri para o banheiro... passei mal, muito mal MESMO e fiquei sentado no chão por uns 20 minutos tentando me segurar.

Chegamos na Fitzroy Island e eu estava suado e ainda mais zonzo. O senhor brasileiro não perdeu a oportunidade de brincar comigo depois que comentei que passei mal: "Que desperdício hein? Pede reembolso do almoço!" hahahaha. Notei que mais pessoas estavam presentes na parte traseira do barco passando mal...

Mais pessoas embarcaram e seguimos em direção a terra firme. Não passei mal denovo mas estava cansado, com sono e com medo de passar mal novamente mas para a minha sorte o barco estava seguindo seu rumo sem terremotos de grande escala (e mesmo assim algumas pessoas continuavam passando mal).

Ao mesmo tempo que eu queria ficar lá na Grande Barreira de Corais para mim foi um alívio sair daquela situação de passar mal e não passar. Eu estava contente no final e fiz questão de agradecer cada tripulante (em especial 2 australianas - uma delas capitã do barco, não sou bobo né!).

Sair do barco é estranho...você continua rodando, sua cabeça mexe sozinha e tudo a sua volta parece continuar chacoalhando. Acredito que é proposital para você lembrar dos momentos sensacionais na Great Barrier Reef... e como eu estava feliz.

Garoto felicidade!

Reflexão

Vindo para a Austrália eu dei ainda mais valor para muitas coisas na vida e não seria diferente após o contato com a maior barreira de corais do mundo. Eu fiquei mais alerta, próximo e preocupado com a natureza não só aqui na Austrália como no mundo todo. 

Quem diria que um dia eu estaria nadando e mergulhando na Great Barrier Reef? É SURREAL pensar nisso.... mas eu fiz! Qual será a próxima aventura? O impossível deixou de existir do meu vocabulário faz tempo e por essa razão não faltam planos e sonhos.


"Just dive..."